quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A nada mole vida de universitário


“Na segunda feira vou um trampo procurar

Na terça eu me emprego

Na quarta eu vou trabalhar

Quinta mato o tramposexta já sou dispensado

No sábado eu recebo e no domingo tiro o sarro

Pra que querer mudar a vida pra mim...”
(Musica: Rotina – DZK / um exemplo da rotina que alguns estudantes almejam.)



Thaissa Gaudereto, Ana Paula Tristão e Rafael Cardoso são três estudantes que conquistaram a tão sonhada oportunidade de cursar a universidade. Como muitos outros estudantes, ainda se perdem em relação aos estudos e à escolha do que realmente querem. Eles se vêem diante de novos compromissos, pois também é dada a largada para o mercado de trabalho e, com ela, aumenta a pressão diante do desafio de ser um excelente profissional.

Estudante do curso de administração do CEUB, Thaissa Gaudereto começa o seu dia às seis horas da manhã, e se arruma após tomar café, para ir à faculdade. Logo depois da aula, ela almoça rápido e se prepara para entrar no “trampo”, como os jovens costumam dizer hoje em dia, e para ela, “é muito satisfatório poder estar cursando um curso do meu interesse e trabalhando na área que eu realmente preciso, pois tem me ajudado bastante financeiramente e no que eu preciso realmente saber sobre administração.” Após terminado o trabalho, ela se preocupa em fazer alguma coisa para se divertir, e esquecer o estresse do dia-a-dia, saindo de vez em quando com os amigos ou até mesmo entrando no MSN ou no Orkut, como de costume.

“A Rotina é sempre boa para a maturidade”, declara Thaissa, por saber que está mais madura com esses compromissos, mesmo que dificultem a proximidade com a família.

Para Ana Paula Tristão, já é um pouco diferente, pois sendo estudante do curso de Arquivologia da UNB, a sua dedicação maior é para os estudos, deixando de lado, a farra com a galera e aproveitando os momentos de folga para ir ao cinema, ou pesquisar algum assunto interessante de seu curso. A rotina de Ana Paula começa às nove horas da manhã, quando ela acorda para organizar suas tarefas ou assistir televisão. Durante a tarde vai para a UNB assistir a algumas palestras relacionadas ao curso, ou para fazer algum trabalho. Suas aulas só começam à noite, a partir das 19 horas. Ela garante que a Universidade de Brasília cobra muito de seus alunos. Só não gosta das greves, quando fica com muita saudade de voltar logo à universidade.

Enquanto isso, Rafael Cardoso, estudante do curso de Economia da UCB, passa o período diurno inteiro à procura de um estágio remunerado, a fim de ser mais responsável com os seus estudos e também de ter uma experiência maior na sua área, mas declara: “o estágio não precisa ser necessariamente da minha área, porque na verdade estou a fim de preencher a minha cabeça, e mostrar aos meus familiares que eu já posso ter responsabilidade sobre o que eu realmente quero. Se for da minha área, melhor ainda, pois terei certeza da escolha certa do meu curso.”

A vida desses três universitários retrata um pouco da batalha e do estresse que muitos outros estudantes passam diante dessa correria que começa quando menos se espera, e ocupa o dia-a-dia de cada um sem nem pedir licença, afinal essa cobrança surge desde a infância para que sejam responsáveis por seus estudos, pois é a partir de uma excelente formação que se garante um futuro promissor.

E para isso nada melhor do que lembrar da musica de Cazuza: “O tempo não para...”, não para mesmo, e para alguns estudantes a melhor solução é ocupar todo tempo que tiver, sem deixar de pensar em si mesmo, estudando ao máximo, trabalhando, namorando e vivendo o que for possível.

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